Lana Del Lovers
Lana Del Rey - Ride

#1YearOfRide

Nessa semana um hino maravilhoso completou seu primeiro ano de vida, trata-se de Ride. Eu considero essa música libertadora e talvez a mais auto-biográfica de todas que a Lana já compôs. Esse foi o primeiro single do EP Paradise e foi uma das faixas mais tocadas aqui no Brasil nesse ano, chegando a ocupar a #1 posição aqui em nosso país. Enfim, essa música é muito amor.

O videoclipe teve um lançamento especial, em um cinema na Califórnia, e a própria Lana foi lá conferir de perto e ver se os seus fãs aprovaram o curta-metragem. Poucas pessoas sabem, mas o diretor que fez Ride é o mesmo responsável por National Anthem, e respectivamente são os dois vídeos mais longos que Lana lançou, e talvez os mais amados. O início a mostra suspensa em um balanço de pneu (igual a capa do single) onde entra o monólogo que todos nós AMAMOS. A maior parte do vídeo acontece em um deserto, sendo intercalo com cenas do posto de gasolina, alguns motoqueiros com o visual 80’s, o pinball, o motel. Tudo isso foi um dia a realidade de sua vida no passado. Algumas pessoas passaram a acreditar que Lana era prostituta no passado depois que viram o videoclipe. Eu acredito que não, já que ela nasceu de uma família muito rica, e prostituição não é uma escolha e sim uma necessidade, e felizmente não é o caso. E vale lembrar que a capacidade criativa dela não tem fim, nunca se sabe onde termina a realidade e onde começa a fantasia.

O vídeo recebeu excelentes criticas em geral, inclusive nos Estados Unidos o que é um fato inédito, já que a impressa americana tem mais facilidade de criticar do que elogiar, mas felizmente grandes nomes da indústria musical comentaram sobre o lançamento:

Rolling Stones : Lana Del Rey revelou hoje um surpreendente clipe de 10 minutos relacionado ao seu novo single “Ride”. Dirigido por Anthony Mandler, o clipe é uma visão épica do que Lana chama de “América que costumava ser”, contada através da perspectiva de uma personagem que busca viver um meio alternativo de liberdade.

MTV : Quer dar um “passeio” com Lana Del Rey? É melhor se preparar. O épico curta-metragem de 10 minutos de Del Rey, abre com a cantora à se balançar num pneu vestida com um belíssimo figurino que remete aos anos 80. ”Eu estava no inverno de minha vida, e os homens que conheci ao longo da estrada eram meu único verão”, diz ela, antes de 10 minutos de aconchego, de muitas motos e liberdade.

Glamour : É uma imagem surpreendente, pois se trata de um momento sublime para uma cantora que tem sido acusada de ser inautêntica e realmente louca. O clipe de “Ride” pode ser encarado como uma forma de mostrar aos críticos de que Lana Del Rey veio sim pra ficar.

A divulgação foi mediana, feita em peso na Europa em algums programas de televisão e rádio, mas foi o suficiente para tornar o single um grande hit. Aqui no Brasil a música foi tema da novela ”Salve Jorge”, que ajudou muito na divulgação aqui pelo nosso país. Além disso “Ride” foi indicado ao Video Music Awards 2013 na categoria Melhor Fotografia, junto com “National Anthem” que foi indicado a categoria Melhor Direção de Arte.

E pra quem (assim com eu) não se cansa de ler esse texto maravilhoso, aqui está o monólogo de Ride:

Ride4

Eu estava no inverno de minha vida – e os homens que conheci pela estrada foram meu único verão. À noite caía no sono com visões de mim mesma dançando, rindo e chorando com eles. Três anos estando em uma turnê mundial sem fim e minhas memórias deles eram as únicas coisas que me sustentavam, e meus únicos momentos felizes de verdade. Eu era uma cantora, não muito popular, que uma vez teve sonhos de se tornar uma bela poeta – mas por uma infeliz série de eventos viu aqueles sonhos riscados e divididos como um milhão de estrelas no céu da noite, que desejei de novo e de novo – brilhantes e quebradas. Mas eu não me importava porque sabia que era necessário conseguir tudo que você sempre quis e então perder para saber o que liberdade realmente é.

Quando as pessoas que eu conhecia descobriram o que estive fazendo, como eu tinha vivido – me perguntaram o porquê. Mas não há utilidade em falar com pessoas que tem um lar. Eles sabem o que é procurar segurança em outras pessoas, já que lar é onde você descança sua cabeça.

Sempre fui uma garota incomum, minha mãe me disse que eu tinha uma alma de camaleão. Sem senso de moral apontando para o norte, sem personalidade fixa. Apenas uma indecisão interior tão extensa e tão ondulante quanto o oceano. E se eu disser que não planejei para que tudo fosse desse jeito, estaria mentindo – porque nasci para ser outra mulher. Pertenci a alguém – que pertenceu a todo mundo, quem não teve nada – que quis tudo com uma vontade por cada experiência e uma obsessão por liberdade que me aterrorizava a ponto de não poder sequer falar sobre – e me levou a um ponto de loucura onde tanto me deslumbrava quanto me deixava tonta.

Toda noite eu costumava rezar para que pudesse encontrar meu povo – e finalmente encontrei – na estrada aberta. Não tínhamos nada a perder, nada a ganhar, nada que desejávamos mais – exceto fazer de nossas vidas uma obra de arte.

VIVA RÁPIDO. MORRA JOVEM. SEJA SELVAGEM. E SE DIVIRTA

Eu acredito no país que a América costumava ser. Acredito na pessoa que quero me tornar, acredito na liberdade da Estrada aberta. E meu lema é o mesmo de sempre.
*Acredito na gentileza de estranhos. E quando estou em guerra comigo mesma – dirijo. Apenas dirijo.*

Quem é você? Você está em contato com todas as suas fantasias mais sombrias?
Você criou uma vida para si mesma onde é livre para experimentá-la?
Eu criei.
Sou maluca pra caramba. Mas sou livre.

– Lana Del Rey