Lana Del Lovers
Lana Del Rey - Born To Die

5 anos de ‘Born To Die’: Relembre o início de um clássico

Era início do verão de 2011 nos Estados Unidos, quando Elizabeth Grant lançou no YouTube o clipe caseiro — gravado e editado pela mesma — da faixa Video Games, assinando seu nome como Lana Del Rey, uma versão aperfeiçoada de Lana Del Ray, alter ego usado para lançar um álbum em 2010.

Tendo seu lançamento em janeiro de 2012, Born To Die foi produzido por Emile Haynie, Justin Parker, Rick Nowels, dentre outros grandes nomes da indústria fonográfica.

As composições flutuam em cenários que inspiram o sonho americano com um lado obscuro, as letras descrevem conflitos entre um amor verdadeiro, porém conturbado com drogas e dinheiro. Já a sua sonoridade é um mix de elementos do pop e rock indie fundidos com batidas de hip hop.

Sendo concebido com maior êxito pelo público e crítica européia, o álbum descrito por alguns americanos como “moldado pela indústria pop”, Del Rey atingiu o n° 1 em quatro países e tornou-se certificado de platina em outros 16 países.

“Ela tinha o suficiente para três álbuns com um monte de músicas brilhantes. Ela é uma compositora realmente talentosa e uma letrista extraordinária.” — Ferdy Unger-Hamilton, presidente da Interscope Records.

Born To Die é o ponto em que a ideia sobre a persona de Lana Del Rey deve ter iniciado. Visto pela crítica como um dos mistérios do pop, a vibe retrô futurística do álbum, que soa como um poema de sexo e morte, varia entre a lentidão e a doçura, com sinos, assobios, nuances e paisagens sonoras que movem o álbum inteiro e permitem que ele evolua de forma interessante. É exuberante e bem produzido, com a voz arrepiante de Lana Del Rey no centro de tudo, como âncora das canções, que seduzem e atraem. Com o tom e estilo sombrios, incomuns e memoráveis, Lana Del Rey tornou Born To Die uma arte.

Enquanto canta sobre andar no caminho mais selvagem e com uma voz dolorosa na faixa-título, ela consegue variar para uma impecável voz infantil que implora para o seu amante para beijá-la em Off To The Races. Algumas críticas chegaram a comparar o álbum à uma sequência de cenas dirigidas por Quentin Tarantino: a voz de Lana Del Rey calma e suave ofusca toda a dor do personagem que é violentado de forma cruel. Suas faixas cinematográficas mostram que Del Rey sabe suspirar e cantar melhor do que ninguém.

Born To Die flui em ondas suaves, sutis e, ao mesmo tempo, agressivas. Marca a chegada de uma nova sensibilidade no pop, em que as canções possuem uma essência gótica americana e mostram que Lana Del Rey, de fato, dava aos críticos uma perspectiva promissora com um álbum que atingiu perfeitamente o seu objetivo: o de encantar a todos.