Lana Del Lovers

Blake Lee fala sobre Lana Del Rey em entrevista

Em entrevista para o site Strymon, o guitarrista Blake Stranathan, mais conhecido como Blake Lee, que acompanha Lana Del Rey em suas turnês e que recentemente colaborou no álbum Ultraviolence, falou um pouco sobre como é trabalhar com a cantora e muito mais. Leia abaixo a tradução da matéria:

Você poderia compartilhar conosco como foi o processo de co-escrever com Lana Del Rey no álbum Ultraviolence?

Foi provavelmente a melhor experiência da minha vida até agora. Eu estava em Nova Iorque visitando familiares, e Lana convidou-me para ir ao Electric Lady Studios, sempre foi um sonho meu ser “uma cria do Hendrix”. Foi surreal estar e trabalhar lá. Acabamos ficando lá por 8 ou 9 dias com basicamente todo o lugar para nós. Eu tinha tocado guitarra em algumas faixas que foram muito bem finalizadas, mas uma manhã cheguei ao estúdio super cedo só para trabalhar alguns tons e tocar naquela incrível live room. Enquanto eu estava fazendo algumas progressões, Lana entrou e nós criamos Pretty When You Cry na hora. Foi gravado através de um Neve 8078, que soava irreal. Nada daquilo foi planejado, o que acrescentou à vibe. O mesmo aconteceu com Cruel World. Eu estava assistindo a um vídeo do BigSky [pedal para guitarras da marca Strymon] no meu computador e mostrei para ela. Ela disse: “Foda-se! Isso soa incrível. Nós precisamos disso.” (Risos) Assim, algumas horas mais tarde, um mensageiro saiu e pegou um. No último dia, enquanto Phil Joly, o engenheiro, estava pegando pesado em algumas sessões, ela me perguntou se eu queria brincar com o novo pedal na live room. Toquei alguns acordes e imediatamente nós começamos a escrever Cruel World. Nós gravamos apenas a guitarra e vocal em uma única tomada, e, não muito tempo depois, Dan Auerbach passou a produzir a música. Tudo sobre o processo de gravação e escrita foi super orgânico, mas a energia naquele estúdio é muito poderosa. Eu criei as guitarras para Flipside na minha casa em Los Angeles usando o BigSky também. Eu fiz um pequeno vídeo e enviei para o telefone dela. Nós fomos escrever a canção alguns dias depois em sua casa, e, em seguida, gravamos em um estúdio mais tarde naquela noite. Strymon definitivamente desempenhou um grande papel na formação do som do álbum.

Depois de terminar o trabalho no disco de Lana Del Rey, como você se prepara musicalmente para a turnê de divulgação do álbum?

Nós ainda estamos adicionando novas músicas aqui e ali. Há várias faixas de guitarra em muitas das canções, por isso é importante encontrar a melhor maneira de incorporar todos eles e certificar-se que o som parece completo. É importante abordar a música com um “ouvido de produtor”, como o que você pode adicionar sonoramente para trazer a música para a vida. Durante o show ao vivo, os sons dos teclados e alguns dos acionadores da bateria são controlados de fora do palco via MIDI. O BigSky e TimeLine estão ligados via MIDI, e eu fiz presets [predefinições] para cada canção. Quando a música seguinte é carregada, os pedais sincronizam até os presets específicos. É como um salva-vidas no palco, porque eu faço mudanças de guitarra em um monte de músicas, devido às diferentes afinações. Eu uso Fenders [marca de acessórios para guitarras] e estou sempre manipulando os tons/controles de volume e posições de captação. O Klon está ligado o tempo todo, e eu tenho as Strymons no loop FX para me dar as atmosferas que eu preciso.

 

Tradução por Brenda Waltemann, Thiago Tomaz e Thiago Goedert. – Equipe Lana Del Lovers
Entrevista original por Strymon.