Durante sua participação no talk show Late Night with Seth Meyers em fevereiro de 2015, Kathy Griffin já havia falado sobre seu “encontro embaraçoso” com Lana Del Rey, mas em seu recente livro, intitulado Kathy Griffin’s Celebrity Run-Ins: My A-Z Index e publicado em 22 de novembro de 2016, a atriz e comediante dedicou três páginas para relembrar a ocasião.

Leia abaixo a tradução do trecho do livro:

A melhor história, porém, aconteceu quando eu estava em uma festa de uma determinada premiação e um notável, belo, cavalheiro de cabelos grisalhos caminhou até mim e disse: “Olá, sou Paul Pelosi. Minha esposa e eu adoraríamos dizer oi para você.” Eu disse: “Oh, meu Deus, eu adoraria dizer oi ao oradores!” Então, fui até a mesa deles, que, absolutamente, era composta por um grupo poderoso: Paul e Nancy Pelosi, Tim Cook, diretor executivo da Apple, alguns outros verdadeiros titãs da indústria e uma garota com o cabelo similar ao de Ginger do seriado Gilligan’s Island. Pelosi e eu trocamos gentilezas, e então ela disse: “Você já conheceu Lana?”

De repente, me toquei quem a ruiva era. “Oh”, eu disse, “Você é a cantora Lana Del Rey.”

Lana fez uma voz forçada, como se fosse tossir, e disse: “Hm, eu ouvi o que você disse sobre mim.”

Minha mente começou a acelerar — ela está sendo ela mesma? — então ela continuou: “Uh… Para sua informação, me colocar na lista das mais mal vestidas foi um absurdo, porque o vestido era…”

Oh, tudo bem. Entendi. Fashion Police. Naquela época, eu havia feito apenas um episódio, e não só isso, alguém colocou ela na lista das mais mal vestidas. Nem sequer fui eu. Tentei explicar isso para ela, mas Lana parecia estar cada vez mais zangada. Então, Nancy Pelosi entrou para fazer o que ela fez inúmeras vezes no Capitólio dos Estados Unidos: mediar. Ela disse: “Lana, querida, foi apenas uma piada. Kathy conta piadas! Ela roda o país e faz as pessoas rirem. Eu tenho certeza de que isso não foi um comentário pessoal sobre você.”

Eu disse: “Lana, eu te acho uma ótima cantora. Eu acho. Um pouco sombria, mas…”

Nancy Pelosi me defendia ao mesmo tempo em que tentava confortar Lana: “Essa coisa sobre moda e humor é que ambos são essenciais de sua forma, como é a música. E Lana, querida, as pessoas vão fazer piadas. Se eu te contasse todas as coisas que ouvi no senado!”

Eu amei como a oradora estava intervindo para acalmar a exaltada celebridade. Isso me encorajou. Isso me fez continuar o diálogo com a Pequena Miss Tristeza, apesar de eu talvez ter tirado uma pequena vantagem de quem estava me encurralando.

“Lana”, eu disse, “Você sabe quem é essa mulher? Eu duvido. Então, por que você não pratica suas relações e aproveita sua refeição?”

Pelosi disse: “Kathy, querida, isso não vai nos ajudar agora.”

Lana sentou-se, estufando-se silenciosamente. Eu me senti arrastando armas grandes. Então, olhei para o diretor da Apple e disse: “E que tipo de cara gay é você, Tim Cook? Não pode me ajudar? Lana Del Rey quer me matar! Ela até se refere como uma ‘garota suicida’ na canção ‘She’s Not Me’, qual a próxima, ‘garota homicida’?”

Cook estava rindo quando Nancy Pelosi me levou para longe da mesa, como um treinador em uma luta de boxe. Aliás, tudo estava bem. Em seguida, no estacionamento, estava Lana novamente, e ela caminhava até mim no estilo Taylor Swift de ser — sem nenhum sinal de reconhecimento de que é uma das mulheres mais poderosas do mundo. Eu acho, na verdade, que Lana sentiu como se ela já havia dito tudo que queria dizer na mesa e isso era o que importava. Como será que a oradora Pelosi lida com aqueles lunáticos e petulantes no capitólio? E, para aqueles de vocês que ainda não falaram mal de Nancy Pelosi, eu os encorajo a pesquisar sobre Dennis Hastert [político republicano estadunidense]. Sim, isso foi o que eu pensei.

Tradução por Thiago Goedert e Vinícius Dias. – Equipe Lana Del Lovers
Trecho retirado do livro Kathy Griffin’s Celebrity Run-Ins: My A-Z Index.