Lana Del Lovers

Lana Del Rey é capa da edição de outubro da revista ‘L’Uomo Vogue’. Leia a entrevista!

Lana Del Rey é a estrela da capa da edição de outubro da revista italiana L’Uomo Vogue. A cantante posou para as lentes de Francesco Carrozzini, fotógrafo e atual namorado da cantora, em um novo ensaio fotográfico. Leia a entrevista abaixo:

Inspirada pela Geração Beat, usa palavras como se estivesse pintando. Ela dá corpo à música através de textos poéticos. E conta a sua história como uma espécie de pintura pessoal.

No antebraço direito, os nomes Nabokov e Whitman tatuados, uma homenagem aos dois escritores famosos que, junto com Allen Ginsberb e outros poetas da Geração Beat, são sua fonte de inspiração, assim como a razão pela qual ela decidiu se tornar cantora. “Poetas como Ginsberg contam histórias usando as palavras como se fossem uma pintura, combinando uns com os outros e assim criou pinturas extraordinárias. Quando eu senti a possibilidade de alcançar resultados semelhantes em minha carreira, me dediquei de corpo e alma à música usando palavras e poesia para contar a minha história, criando minha própria pintura.”

Ultraviolence é o novo álbum, após a explosão de Born To Die. Muitas referências aos imaginários anos 50, com sons e melodias vintage, e letras cheias de mistério. Entre os co-autores, Harmony Korine.

No terraço do Chateau Marmont, Lana Del Rey — nome artístico de Elizabeth Wooldrige Grant, nascida em 1985, cabelos ruivos, vermelhos e brilhantes lábios carnudos, características da elegância de Los Angeles em estilo mexicano, de concurso de beleza em versão vintage — contam com uma mistura inesperada de hilário e profundo. “Se o centro de Hollywood existe, com certeza será o Chateau. Para mim, é um lugar importante, que influenciou muito a estética de muitos de meus vídeos. Destruição, esperança, sonhos, elegância, opulência: É tudo isso.”

Ela continuou falando sobre seu mais recente álbum, o Ultraviolence, um título emprestado de Anthony Burgess, autor do famoso livro Laranja Mecânica, que inspirou o filme cult de [Stanley] Kubrick. “Eu sempre soube que eu iria escrever um álbum intitulado Ultraviolence, porque eu estava interessada no conceito de ultra-violência, um tema muito atual. Meu encontro com Dan Auerbach, do The Black Keys (que produziu o disco), foi certamente mais um incentivo. O simples fato de que ele estava interessado no meu trabalho, me motivou pra compor.”

“Naquele momento eu liguei para o meu amigo Lee Foster — proprietário do Electric Lady Studios, em Nova Iorque — e reservei quatro semanas. Comecei produzindo por minha conta, com o baterista e o guitarrista da minha banda. Então, por acaso, numa noite num clube, eu conheci Dan, e ele me convenceu a segui-lo até Nashville, onde gravou com uma banda do Brooklyn composto por sete elementos. Foi uma experiência realmente incrível; Sua energia tem sido fundamental para o meu processo criativo. Pela primeira vez eu cantei ao vivo, acompanhada pelo grupo; foi um processo muito espontâneo e natural, diferente de todas as minhas experiências anteriores.”

Ultraviolence é uma coleção de canções autobiográficas em que Lana explora o tema das relações “tóxicas”, em que a mulher se sente, muitas vezes, demasiado envolvida emocionalmente para compreender o abuso físico e emocional que sofre pelo companheiro. “Para mim, cada musica é uma experiência diferente, com uma narrativa de sua autoria. Às vezes as músicas se expressam através da melodia, outras vezes de uma atmosfera. Todos os meus álbuns têm uma gênese e um caminho próprio. Muitas vezes, para encontrar inspiração eu me coloco ao volante do meu carro e dirijo ao longo de Los Angeles, de preferência de noite, quando não há mais tráfego. Uma das minhas estradas favoritas é Sunset Boulevard, uma serpentina de asfalto que segue exatamente o caminho feito para o gado, no final do século XVIII, que vai do Pueblo Downtown até chegar no Oceano Pacífico. Uma estrada única, charmosa, que tem cheiro de pinho, espirradeira, hibisco e eucalipto redondo, mágico, surreal.”

“Em Ultraviolence eu queria me concentrar mais no aspeto técnico da música, e explorar o meu interesse na composição. O álbum começa com uma música chamada Cruel World, e em que são 25 segundos de solo de guitarra, que dão o tom do álbum, e onde os locais serão definidos. É o início da viagem, uma viagem pela estrada da memória, que vai do oeste para a costa leste. A faixa número 4, na verdade, é Brooklyn Baby, enquanto que a última é um cover de jazz de Nina Simone, uma história à parte. Neste álbum a ordem das canções é muito importante, e o fato de fechar com The Other Woman, me dá a oportunidade de contar a minha história como eu quero, criando conexões entre as várias faixas, combinando com imagens e sentimentos diferentes.”

Entre as paixões musicais, as duas trilhas sonoras de filmes mais importantes e Nirvana. “Eu sou um fã de Nino Rota, Samuel Barber, Thomas Newman e Giorgio Moroder, que se tornou um grande amigo e com quem espero trabalhar em meu próximo álbum. A primeira vez que ouvi Kurt Cobain, eu tinha 11 anos. Era o homem mais bonito que eu já tinha visto e, mesmo eu sendo uma garotinha, eu “sentia” fisicamente sua extrema tristeza. Como dizia o filósofo metafísico Josiah Royce: “sem raízes não se pode ter qualquer fruta”, e Kurt com certeza plantou uma semente em meu coração.”

Com suas canções, Lana quer ser uma fonte de inspiração para as novas gerações. “Eu gostaria de transmitir uma mensagem positiva. Durante estes últimos anos perseguindo meus sonhos e tentando concretizar minha paixão, aprendi duas coisas: que você nunca deve desistir, e que quando enfrentamos dificuldades, fazendo o que amamos, somos mais felizes e mais seguros de nós mesmos.”

Polêmica, ela é ainda capaz de chegar ao coração das pessoas. “Meu objetivo é transmitir uma mensagem positiva”, conta. E entre seus ídolos, cita Giorgio Moroder, Amy Winehouse, Kurt Cobain.

Confira as fotos na galeria abaixo:

Tradução por Carolina Araújo. – Equipe Lana Del Lovers
Entrevista original por L’Uomo Vogue.

  • Lucas

    Obrigado, lana del lovers, pela tradução.
    sugestão: aumentem o corpo da letra, pfvr D:

    • Blue

      Boa sugestão. Eu sou muito cega, tive q fazer um esforço, kkkkk!

      • Obrigado pela sugestão, pessoal. Passamos da fonte 13 para a 15.

        • Lucas

          Ficou muito melhor. Obrigado, seus lindos (:

  • Thalis Lowchinovscy

    O site está sensacional e a qualidade das postagens incrível! Estão de parabéns!