Lana Del Lovers
Chuck Grant

Lana Del Rey entrevista e fotografa Chuck Grant, sua irmã, para a edição de outubro da revista ‘NYLON’

Para a edição de outubro da revista NYLON, da qual a blogueira de moda Tavi Gevinson é capa, a equipe da publicação resolveu colocar a cantora Lana Del Rey para trabalhar: realizar uma entrevista e fotografar Chuck Grant, sua irmã e fotógrafa. Leia abaixo a tradução da matéria:

Ninguém conhece tanto de uma garota como sua própria irmã. Assim, para conseguir a história por detrás da fotógrafa Chuck Grant, a NYLON aproveitou, nada mais nada menos que sua irmã mais velha, Lana Del Rey, para entrevistar a artista em ascensão — e tirar algumas fotos instantâneas dela.

“Só me sinto confortável com alguns profissionais me fotografando; Lana está no topo dessa lista”, revela Grant. “Eu sou abençoada por poder colaborar com alguém que me inspira e me desafia a explorar o meu potencial no dia a dia.” Del Rey tem admiração mútua pela irmã: “Chuck capta o visual equivalente do que eu faço musicalmente”, diz ela. “Eu conheci muitos fotógrafos famosos, e sua estética se destaca como uma das mais interessantes e bem desenvolvidas.”

Claramente, o talento corre nos estilosos genes. Leia mais para ver o que as duas tinham a dizer sobre fotografia, moda, e ioga.

Lana: Descreva sua estética, quando se trata de fotografia.

Chuck: O meu trabalho é muito gráfico e eu gosto do flash. A imagem tem que ser bonita e atraente, mas também incorporar humor em minhas fotos. Eu diria que meu estilo de documentário é de Belas Artes, que inclui fotógrafos como Philip-Lorca diCorcia e Tina Barney, que documentam a vida de pessoas realmente interessantes — diCorcia fez um projeto chamado Hustlers, onde ele conseguiu ajuda do governo para fotografar homens que se prostituíam. É um conceito forte para mim.

Qual sessão fotográfica que você gostou mais?

Eu gostei muito de fotografar famílias Mórmons em Utah, para a revista New York. Eles foram perfilando a classe criativa dentro da subcultura Mórmon.

Isso é bem você; quando penso em você, penso em subculturas.

É algo pelo qual eu passei bastante tempo falando sobre, então é natural que esses tipos de atribuições viessem à mim.

Agora que você já passou algum tempo me fotografando na estrada, e também passou os últimos anos filmando em um estilo de documentário, quais são seus planos para o futuro?

Estou interessada em “mergulhar” no mundo da moda.

Isso é meio estranho que você chegou lá agora, considerando que no ano passado você foi certificada como professora de ioga e ter sido envolvida em vários treinamentos básicos de práticas orientais. Eu acho que você pode ser atraída por algo mais sereno.

Eu sei! Mas agora eu quero trabalhar com pessoas que são inteligentes e sérias sobre a fotografia, e apresentar fotos que são sinceras e inspiradas pelo que eu estou interessada. Também me sinto atualmente compelida a incorporar a fé no meu trabalho, seja através de fotografia, ou pelo ensino da ioga. Eu acredito que você precisa ser um canal para o divino, e eu acho que ensinar yoga ou ter conversas inspiradas enchem minha fotografia com um novo senso de propósito, que faz com que as fotos sejam ainda mais pessoais para mim.

Então, quem estaria interessada em fotografar no mundo da moda?

Alguém como Lupita Nyong’o para Cistanthe, uma marca bela e relevante culturalmente.

Existem campanhas de moda que você tenha adorado?

Eu amo Juergen Teller para Marc Jacobs. Juergen gosta de fotografar celebridades, de formas chocantes. Então, quando ele fotografou [modelos] não convencionais para Marc Jacobs, eu achei que foi um marco, tanto para ele, como para a marca.

Isso me faz lembrar um de seus projetos sobre uma ex-executiva corporativa e antiga debutante, que usava listras cor-de-rosa em seu cabelo e saía com homens muito mais jovens.

Sim, eu me lembro de andar no apartamento de Tina e perceber que todo o seu mundo já tinha sido muito bem concebido — era impossível tirar uma foto ruim. O mesmo aconteceu quando eu estava filmando Leandra Medine para o blog dela, Man Repeller. Ela sabia exatamente quem era, e eu gostei disso.

Você me disse antes que gosta de simbolismo e simetria na fotografia. Por que razão?

Eu acho que qualquer pessoa pode tirar uma fotografia, mas acredito que não existe uma composição perfeita. Eu gosto quando os objetos em um frame contam a sua própria história e contem uma narrativa. Cartier-Bresson, ou qualquer um desses fotógrafos de rua, como Friedlander, ainda são tão relevantes hoje, porque o seu conteúdo foi muito marcante e importante. Mas, quase mais importante que isso, era a forma e beleza encontradas na sua composição. Eu me esforço para isso.

Confira as fotos na galeria abaixo:

Tradução por Carolina Araújo e Gabriela Mendes. – Equipe Lana Del Lovers
Entrevista original por NYLON.

  • Lolita

    Chuck é perfeita <3
    Que família destruidora…

    • Carol

      Pensei nisso. Talentosas, criativas e lindas. Que família!

  • Marcello Tobias

    “Agora que você já passou algum tempo me fotografando na estrada, e também passou os últimos anos filmando em um estilo de documentário” ;D tomara q seja um doc sobre a Lana.