Lana Del Lovers
Lana Del Rey apresentando-se no festival 'BBC Radio 1's Big Weekend' em Hull, Inglaterra, no dia 27 de maio de 2017.

Lana Del Rey fala sobre felicidade, ‘Change’, Stevie Nicks, Sean Ono Lennon e muito mais em entrevista ao ‘Neue Westfälische’

Em entrevista concedida ao jornal alemão Neue Westfälische, Lana Del Rey falou sobre felicidade, Change,  Stevie Nicks, Sean Ono Lennon e muito mais. Leia abaixo a tradução da entrevista:

Há cinco anos, a estrela Lana Del Rey surpreendia e encantava o mundo da música com seu álbum de estreia. No dia 21 de julho, seu quarto disco será lançado. O titulo já diz muito.

Senhorita Del Rey, seu álbum de estreia, lançado há cinco anos, chama-se Born To Die, já o novo é intitulado Lust For Life. Esses títulos documentam onde você estava em sua vida durante o determinado tempo?

Sim, pessoalmente, me desenvolvi de uma forma muito boa, considerando meu sentimento geral de felicidade. Continuo melhorando, mas o caos faz parte da minha vida. No entanto, posso sentir claramente a mudança. Tenho mais diversão em minha vida do que anos atrás.

Sua nova canção Change é sobre essa transformação?

Exato. Change foi a última música que escrevi para o álbum. As quatro palavras que canto durante o refrão estão basicamente dizendo tudo: honestidade, capacidade, beleza e estabilidade. É assim que quero ser. A minha vida toda é definida por esse objetivo, a busca de pertencer a algum lugar, fazer parte de algo. Eu progredi muito nesse caminho.

E como você sabe disso?

Devido ao meu comportamento e a forma como eu lido com as pessoas. Eu fiquei mais relaxada e com a mente aberta. Eu também tenho mais confiança em mim mesma. No começo, eu tinha muito medo e não sabia o que as pessoas esperavam de mim. Eu estava sob forte vigilância, vivia sob uma capa que todos queriam ver o que tinha embaixo.

Por quê?

Todos estavam muito mais desconfiados de mim do que com muitos outros artistas. Meu primeiro singleVideo Games, era muito polarizado e ainda não sei o motivo. Por isso, tive a sensação de estar presente no mundo da música, mas por muito tempo não sentia que fazia parte dele. Atualmente, não tenho medo de abordar as pessoas. Não é por acaso que convidei muitos outros músicos para estar no meu novo disco.

Como a Stevie Nicks, do Fleetwood Mac, que está colaborando com você em Beautiful People, Beautiful Problems.

Stevie é a amiga do meu produtor Rick Nowels. Ela é ótima, e já posso chamá-la de amiga. Stevie tem feito música há 50 anos, ela esteve na década de setenta, ela presenciou tudo. Talvez eu tenha um pouco de ciumes. The Eagles, Crosby, Stills, Nash & Young — todos esses sons dessa época. Eu amo isso. Desde que estou em Los Angeles, tenho procurado outros artistas — outras pessoas que sintam o mesmo.

Você conheceu muitos fãs do pop dos anos 60 e 70?

O engraçado é que eu construí um fantástico círculo de amigos em Los Angeles, onde todos compartilhamos essa paixão. Father John Misty e sua esposa, Emma Tillman, são uns desses amigos. Ou Miles Kane e Alex Turner, os dois rapazes da banda The Last Shadow Puppets. Somos uma espécie de pequena comunidade folk. Nós disseminamos essa vibe Laurel-Canyon, da qual eu gosto muito.

Sean Lennon está no álbum também, participando na faixa Tomorrow Never Came. Como isso aconteceu?

Eu estava falando sobre o meu tipo de relacionamento ideal nesse faixa. A música é uma das poucas no álbum que não é sobre mim. Eu usei John Lennon e Yoko Ono como exemplo. Eu imagino os dois sentando intimamente em um banco no Central Park — particularmente, esse casal desperta sentimentos românticos em mim. Então, eu propus que Sean se juntasse a mim, já que eu também gosto muito da música dele. E ele imediatamente me disse que participaria.

Quando foi a ultima vez que você dançou no “H” do letreiro de Hollywood, em Los Angeles, nua, como você descreve no dueto Lus For Life com Abel Tesfaye, aliás The Weeknd?

(Risos) Nunca! É muito alto, você não pode simplesmente colocar uma escada e subir. Mas há alguns cafés muito legais e o Beachwood Canyon, que tem alguns lugares escondidos e bonitos.

A propósito, sua voz e a voz do The Weeknd juntam-se perfeitamente.

Obrigada. Nossa química é certa. Abel foi um dos primeiros a divulgar o clipe de Video Games em 2011. Eu entrei em contato com ele e nos tornamos amigos.

Algumas semanas atrás, você revelou que colocou uma maldição em Donald Trump. Funcionou?

(Risos) Eu não sei. Tudo o que vemos dele agora é o mesmo que aconteceu durante as campanhas eleitorais. Ele continua sendo o mesmo. Por isso, receio que o feitiço ainda não tenha funcionado. Eu realmente gostaria de um tempo tranquilo e calmo, é disso que eu falo na faixa Coachella – Woodstock In My Mind por exemplo. Para onde foram os hippies dos anos dourados? Em vez disso, há cenários ameaçadores e Trump continua adicionando combustível ao fogo. Ele disse algumas coisas, que deve ter assustado as mulheres. Eu só espero não ter más noticias pelos próximos três anos e meio.

Tradução por Jallison Campos. – Equipe Lana Del Lovers.
Entrevista original por Steffen Rüth ao Neue Westfälische.