Lana Del Lovers
Zane Lowe e Lana Del Rey na rádio 'Beats 1'.

Lana Del Rey fala sobre o álbum ‘Honeymoon’, ‘High By The Beach’ e muito mais em entrevista à ‘Beats 1’

Em entrevista concedida ao radialista Zane Lowe da Beats 1 na tarde desta segunda-feira (10), Lana Del Rey falou um pouco sobre o álbum HoneymoonHigh By The Beach, sobre o livro que o ator James Franco está escrevendo a respeito dela e muito mais. Leia abaixo a tradução dos principais trechos da entrevista:

Sobre o álbum Honeymoon:

“Acho que lancei o primeiro álbum em janeiro de 2012 e depois teve o ‘Paradise’ com 9 músicas extras, um ano depois. E tive mais tempo entre aquele e ‘Ultraviolence’. Venho fazendo coisas entre 14 e 15 meses e me pareceu o tempo suficiente.”

“O ponto de início deste álbum [‘Honeymoon’] foi o fim do antigo [‘Ultraviolence’]. Eu não estava me sentindo muito cansada, ainda estava me sentindo inspirada, então eu poderia continuar. Queria aproveitar essa sensação, mas eu não achava que isso iria se transformar em um álbum inteiramente novo, mas em janeiro eu já tinha escrito três quartos de um disco, e foi muito bom. Eu estive mixando por, provavelmente, oito semanas. É muito técnico. E, às vezes, é bom voltar ao estúdio e se divertir compondo.”

Sobre a canção Honeymoon:

“É bem específica. Possui bastante o estilo retrô, distorções, e misturando tudo isso tem um peso e uma espessura.”

Sobre High By The Beach:

“Tudo começou com o refrão. Eu estava dirigindo muito pela praia. Provavelmente foi uma das últimas [a entrar] no álbum… Mesmo com as harmonias, ela quase soava monótona. Mas com as batidas, ela tem essa influência da trap music.”

Sobre o trabalho:

“Eu geralmente não sofro muito por antecipação. Eu nunca imagino o que vai acontecer, porque tenho minha própria conta no ‘YouTube’ onde colocamos vídeos pelo ‘Vevo’ com uma aproximação tradicional. Eu gosto de liberar os stills e em seguida o vídeo.”

Sobre o que ela pensa ao fazer música e se ela reage bem com “o que as pessoas vão pensar?” ou se ela é capaz de bloquear toda a pressão:

“Eu sou bem perspicaz, mas não em termos do que as outras pessoas pensarão. Eu tenho um ouvido perspicaz, em relação à minha própria estética e ao que eu gosto de ouvir. Eu estou tão fora da caixa assim como estou no meio desse mix, porque eu já sei que, provavelmente, não vai ser bom. Vai ser de uma maneira ou de outra. Eu tenho músicas que escrevi das quais não gosto ou que não sinto que encaixem com o álbum para qual estou trabalhando. Eu geralmente escrevo muitas músicas, mas se elas não realmente se encaixarem com o tom do disco, serão deixadas de fora e permanecerão no estúdio.”

Sobre essas canções, Lana diz que não gosta de revisitá-las.

“Por anos, achei que era uma perda de tempo, mas agora é fácil abandoná-las.”

Sobre o que acharia se descobrissem estas outras músicas:

“Eu não ficaria feliz. Não gosto delas. Tenho que erradicá-las. (Risos) Eu conseguiria chegar no estúdio e deletar todas, mas Rick [Nowels] não. Ele é definitivamente mais sentimental.”

Sobre o que a traz a esse mundo artístico intoxicante, com altos e baixos, que muitos não entendem:

“Eu acho que é diferente para cada artista, que há diferentes tipos de artistas. Eu acho que, para mim, foi um jeito de atravessar perguntas que eu tinha e então um jeito de passar o meu tempo fazendo algo que eu realmente amo fazer. Obviamente que quando você está no meio de tudo é bem diferente de quando você está na periferia, pensando sobre isso. Mas, imagino que, para mim, a vantagem disso é a benção de poder contar a sua história de vida e poder testemunhar, se isso é importante para você. Mas eu acho que é importante para todo mundo.”

“Então, você volta ao básico e se pergunta se ainda quer fazer isso. Porque estou fazendo isso. Eu tenho essas dúvidas. Então pensei sobre não continuar enquanto continuava fazendo. Foi então que realizei que eu, provavelmente, continuarei.”

Sobre se esforçar para ser totalmente verdadeira sobre sua vida com a audiência:

“É um sacrifício que você vai alienar um monte de gente que poderiam ser seus amigos. Mas é uma benção, porque o que mais há para fazer além de ser verdadeira consigo mesma e ver onde isso te leva?”

Sobre já ter estado tentada a manter detalhes de sua vida e conseguir lidar com a fama:

“Assim que o primeiro álbum saiu, tive uma ideia de onde tinha me metido. Tomei a decisão de fazer álbuns a cada 15 meses ou estou sempre em turnê… Estive em turnê nos últimos 5 anos, 6 ou 8 meses na estrada. No meu outro tempo, eu definitivamente quero ficar quieta e não chamar muita atenção. Tento manter essa imagem para ter um tempo para mim mesma.”

Sobre o livro que James Franco lançará sobre ela:

“Eu fiquei surpresa ao descobrir que havia um livro. Ano passado fomos para Coney Island e passávamos horas apenas conversando, como se fosse uma entrevista informal e viramos amigos também. Eu sabia que ele queria escrever um livro, mas lhe disse: ‘Eu não tenho certeza, sabe?’ E ele me perguntou: ‘E se eu escrever um livro de ficção? Um livro de ficção sobre conversas fictícias entre nós?’ Eu não sei o que vai acontecer no futuro, mas o livro do qual estão falando, eu não o vi. E eu não acredito que ele será lançado. Conceitualmente, é um boa ideia. Ele é diferente, porque é alguém que me inspiro artisticamente.”

Para fechar:

“O que iremos fazer se não estamos indo bem? No meio tempo, se você é sortudo o suficiente para conquistar o que você ama fazer, é o que eu tento fazer. Estou aqui mas, às vezes, minha cabeça está nas nuvens. Ou além delas.”

Ouça a entrevista no player abaixo:

Tradução por Gabriela Mendes e Thiago Goedert. – Equipe Lana Del Lovers
Entrevista original por Zane Lowe — Beats 1.

  • Arthur Cobat

    Que maravilhosa <3

  • Ricardo M.

    Fiquei confuso com livro, Franco
    vai lançar ou não? kkk

    Ela é bem sintética nas respostas
    adoro isso! haha