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Lana Del Rey - Lizzy Grant

Adirondack Daily Enterprise | Lizzy Grant aka. Lana Del Ray libera álbum

No seu crescimento em Lake Placid, Nova Iorque, Lizzy Grant performava em corais e peças da escola (St. Agnes e Lake Placid Middle/High School), e embora ainda jovem, o público podia ver que ela tinha potencial para um futuro na música.

Mesmo naquela época você já poderia dizer que ela tinha um som muito diferente e poderoso, porque ela podia hipnotizar todo o público, mesmo sendo apenas uma menina“, conta seu pai, Rob Grant.

Agora com 24 anos, Lizzy Grant está a caminho. No início deste mês, lançou seu primeiro álbum produzido profissionalmente, “Kill Kill”, sob o nome artístico Lana Del Ray, disponível agora para compra no iTunes e outros sites.

Lizzy gravou o álbum com o produtor David Kahne, que já trabalhou com músicos muito conhecidos. De Paul McCartney, Cher e Bruce Springsteen à No Doubt, Guster e Matisyahu.

Ele produziu a maioria dos principais grupos musicais que apareceram nas últimas duas décadas, então ela estava muito feliz por conseguir um produtor de calibre mundial“, disse Rob.

Quando estava gravando, Lizzy ainda teve a chance de conhecer Paul McCartney. McCartney estava com seu filho, James, para começar a trabalhar com Kahne em um álbum dele, e Lizzy decidiu que queria conhecê-lo. Ela bateu na porta, viu McCartney e acenou para ele.

David estava com uma expressão que dizia “Oh meu Deus!“, conta Lizzy. “Mas Paul não se importava.

Lizzy disse que viu um piano de brinquedo que fez o que ela denominou de “som de uma caixa de jóias brilhantes” e disse que queria usar isso em seu álbum, mas Kahne disse que não poderia porque já estaria no [álbum] de McCartney. Quando ela fez uma careta, McCartney tentou consolá-la.

Ele disse, “Não faça beicinho, Lizzy, não faça beicinho“, ela diz. “Você vai achar outro instrumento.

Grant conta que trabalhou com Kahne todos os dias, por cerca de três meses, gravando o álbum de 13 faixas.

Estávamos muito obcecados pelo álbum.

Lizzy disse que gostou de Kahne ter rapidamente entendido sua visão.

Ela o disse que queria que o álbum fosse cinemático. Ela também estava esperando que refletiria sua afeição por coisas nostálgicas, como Coney Island e filmes em preto e branco.

Essa nostalgia, que muitas vezes tem um tom misterioso, é uma grande parte de sua vibração. Os vídeos de música que ela postou no YouTube e MySpace são um tiro no estilo dos anos 50 e 60 e inclui a abundância de B-roll daquela época.

As fotos promocionais que ela postou na internet e forneceu para a mídia destacam seu cabelo platinado loiro, a maquiagem no estilo mod e roupas de cores desbotadas que relembram décadas anteriores.

A nostalgia é grande em temas Americanos, incluindo imagens de surf, carnavais e Lizzy vestida como Marilyn Monroe ou vestindo uma bandeira americana e um boné militar com U.S.A bordado.

Sua música é difícil de classificar generalmente. Sua voz inebriante, jazzy, muitas vezes soa como uma cantora de boate dos anos 50, e a música, por vezes, é destacada por ser pesada em um estilo burlesco ​​e em cascata Wurlitzers. Há também um elemento moderno nisso, apesar de tudo. Algumas músicas beiram a batidas eletrônicas, e sua voz às vezes desliza em sussurros e acordes menores que lembram Courtney Love ou Fiona Apple.

A página de Grant no MySpace descreve sua música como glam/surfe/havaiano.

Tem sido descrito como um tipo muito esfumaçado e provocante de voz“, disse seu pai. “É o tipo de música que te pega desprevenido. Não é previsível.

O álbum vem ganhando atenção, incluindo uma review no site do The Huffington Post e duas páginas de Q&A na revista Index Magazine.

Estou feliz que estou cantando“, Lizzy diz. “Eu realmente não sei o que mais eu faria.

Ela toca violão e Wurlitzer, mas prefere só cantar quando está realizando um concerto porque suas mãos ficam muito nervosas. Ela disse que gosta de ter vídeos de Las Vegas em 1950, Frank Sinatra e imagens semelhantes para projetar ao seu fundo para que o público os assista ao em vez dela.

Seus espaços variam de salões à clubes burlescos à festas privadas.

Ela disse que não tem um único tipo de traje quando canta em shows. Ela varia de um look glam à usar shorts jeans de corte e uma camiseta branca.

Se eu sei que são, em sua maioria, pessoas de negócios, eu vou me vestir especificamente só porque eu sei que isso fará o show mais estranho“, disse Lizzy.

Ela escreve sua própria música, e disse que suas letras tendem a ser uma reflexão sobre incidentes da sua vida.

Haverá dois versos verdadeiros, então farei o terceiro, apenas para rimá-lo“, disse Grant.

Uma das canções mais cativantes em “Kill Kill”: “Gramma”, é sobre uma conversa que teve com sua avó, Cynthia Grant, que vive em Lake Placid.

Seu pai, que tem uma história na publicidade e tem ajudado sua filha com seu álbum, disse que é muito emocionante para viver vicariamente através dela.

É uma garota de uma cidade do norte do estado de Nova York que pode estar à beira de algo grande“, disse ele.

 

Tradução por Gabriela Mendes – Equipe Lana Del Lovers.
Entrevista original por Adirondack Daily Enterprise.