Lana Del Lovers
Lana Del Rey - T Magazine (Terry Richardson - 2012)

Lana x Lorde

Na última semana um assunto movimentou a fã base de Lana Del Rey, um nome até então desconhecido e incomum surgiu e foi mencionado em peso em todas as redes sociais possíveis e agora é um dos assuntos mais comentados do momento, trata-se da cantora Lorde. É um fato inédito para os fãs e a maioria se opôs, afinal é complicado lidar com opiniões diferentes, e no nosso meio não é diferente. Poucas pessoas conhecem o trabalho da novata que tem alguns trabalhos lançados mundialmente e que para alguns é considerada a grande promessa musical de 2013. Houve algumas comparações entre Lorde e Lana, porque além de terem gêneros e referencias um pouco parecidas, as duas passam a disputar o mesmo público.

Lorde declarou ao site The Fader:

Como uma jovem mulher, você já sentiu a necessidade de chamar a atenção ao controle que você tem sobre certas coisas? Ou para lembrar o público que você é tanto compositora quanto cantora?

Absolutamente. Eu acho que muitas mulheres nesta indústria talvez não estejam mostrando isso da maneira correta para as garotas. Eu já li entrevistas em que certas grandes estrelas femininas falam: ‘Eu não sou uma feminista.’. Eu penso, ‘Não é disso que se trata.’ Ela é ótima, mas eu escutei aquele álbum da Lana Del Rey e o tempo todo eu estava pensando que aquilo não era uma coisa saudável que as garotas mais jovens deviam escutar, você sabe: ‘Eu não sou nada sem você.’ Esse tipo de pensamento desesperado não é uma coisa saudável para jovens garotas, nem mesmo crianças, estarem escutando.

Eu não acredito que seja um lance pessoal, mas é essa a opinião dela sobre as músicas da Lana. Vale lembrar que na prática acontece exatamente o contrário, sendo que o público alvo de Lana Del Rey é composto 50% homens e 50% mulheres, a maioria são jovens, e ninguém acredita que as letras sejam uma má influência, pelo contrário, elas servem de inspiração em todos os sentidos. Quanto a polêmica sobre as letras serem anti-feministas, essas mesmas letras são baseadas em experiências pessoais da vida dela, nada deve ser tomado como uma crise, é apenas sua opção e que também deve ser respeitada, e a Lana já falou sobre isso antes:

“Eu entendo. Parece que eu escolhi o caminho da submissão. Mas eu sou uma mulher moderna em todos os sentidos. Eu sigo minha intuição e trabalho duro pelas coisas que eu quero, mas essa é minha escolha, para que no fim do dia eu tenha um macho dominante na minha vida que coloque a mão na massa. Alguém que quer o que ele quer mas da maneira que eu quero. Eu fico tão cansada de tentar ter tudo só do meu jeito, é bom ter alguém que também tenha uma vida e suas próprias opiniões. Eu tenho que ser tão assertiva na vida que é ótimo sentir aquela sensação de fuga que um romance realmente apaixonado proporciona.”

Ninguém sabe bem a sequência ou o contexto da declaração da cantora neozelandesa, mas essa não seria a primeira vez que ela critica o trabalho de Lana, ela também já havia declarado ao site Listener que as composições de Del Rey são cansativas:

“Com ela, é tudo muito fabricado. Eu nunca acredito em nada do que ela fala, mas ao mesmo tempo, eu acredito que existe uma compositora de verdade lá, e acho que ela poderia fazer algo realmente legal se parar um pouco e olhar para si mesma. Tudo é sobre um cara… Isso deveria ficar no passado – estamos em 2013. Nem toda canção tem que ser ‘Eu não sou nada sem você, eu estou presa a você, não me deixe ir!’ Isso é cansativo. Sua verdadeira história é mais interessante do que a sua fantasia. “

Bom amigos, não tomem isso como algo pessoal, eu acredito que a Lana vai levar essa história a diante e nosso objetivo é contra-argumentar e claro defender o nosso ponto de vista em relação a essas declarações que movimentaram a nossa fã base na última semana. Não existe nenhuma rivalidade direta entre Lana e Lorde, ninguém sabe se elas se conhecem, mas provavelmente não são amigas nem inimigas. Claro que a Lorde tem o direito de ter a opinião dela e de se expressar, e é claro que a Lana tem o direito de ser anti-feminista e submissa, é uma opção única e exclusiva dela.