Lana Del Lovers
Lana Del Rey - Nicole Nodland (2011)

#Playlist: 10 músicas mais tristes de Lana Del Rey

Nós já sabemos do amplo acervo de gravações, músicas não oficiais, demos, trechos vazados e algumas tracks da Lana que circulam pela internet. No entanto, algumas músicas são executadas com maior frequência em alguns momentos específicos. Você já deve ter pulado a ordem aleatória do seu celular ou iPod, procurando AQUELA música que precisa registrar aquela situação, seja no metrô indo pra escola, arrumando o quarto, ou depois de uma discussão feia com o namorado. Uma vez que a rainha da melancolia deixou bem claro seu ponto de vista em relação a tristeza e a morte, suas músicas passaram a ser mais executadas com tags adicionais, o que amplia ainda mais seu gênero (ou gêneros) musicais.

Algumas tags, como sad, sadcore, dream pop, melancholic, hollywood sadcore, dark pop e blues, te levariam facilmente as musicas de Lana pelo Spotify ou Last.fm, o que já é marca registrada dela desde Video Games.

Afim de levar mais fundo nossa teoria de conspiração melancólica, decidimos TENTAR cumprir a difícil missão de eleger as 10 músicas mais triste de Lana Del Rey. Vamos ser justos e incluir até as não lançadas oficialmente, afinal todas essas faixas merecem ser conhecidas por aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de ouvi-las.

10. Ride;
9. Dark Paradise;
8. Angels Forever;
7. Gods And Monsters;
6. Video Games;
5. Shades Of Cool;
4. Never Let Me Go;

3. Pretty When You Cry: A influente melodia BigSky. Lana tem tanta facilidade em argumentar a favor da tristeza, que essa música foi gravada de primeira com seu guitarrista e foi logo definida na lista de músicas que entrariam para o último álbum, Ultraviolence. Essa canção foi muito elogiada pela sua fácil interpretação, nome sugestivo e pelos vocais arranhados que dão maior sensação de tristeza e desconforto (não para nós).

2. Summertime Sadness: O hit fantasmagórico e elétrico chegou quase despercebido, mas depois foi apresentado com uma dose ideal de dinâmica quando foi lançado como single e ganhou o videoclipe lindo e sinistro no último semestre de 2012 e, três anos depois, continua sendo o meu favorito. Os caras que criaram essa obra prima já estão trabalhando com Lana para o próximo álbum, então, provavelmente, Summertime Sadness vai ganhar algumas ”primas” no próximo disco. Apesar de sucesso estrondoso e tardio dessa música, ela recebeu um remix que fez tanto sucesso quanto a original, porém direcionado para as pistas de dança com uma versão hightech, e claro que Lana não gostou nadinha.

1. Honeymoon: Foi lançada por último, chegou causando muito e já garantiu o #1 lugar na nossa playlist! Esse hino fúnebre já recebeu uma chuva de elogios pela critica especializada e também um vídeo muito misterioso no canal pessoal de Lana Del Rey no YouTube. Ninguém sabe se é o primeiro single, se receberá um vídeo completo ou se é apenas um single promocional. O que sabemos é que vem coisa boa por aí. O vocal parece deslizar pelos acordes de violinos hollywoodianos e sem dúvida é muito parecida com a faixa-título Ultraviolence, é quase uma continuação. Pelo Instagram @Honeymoon, Lana declarou que é nessa música onde o disco começa e termina, talvez isso explique os quase 6 (seis) minutos da faixa. A música foi classificada como tortuosa, lenta, triste, um semi-lamento masoquista, porém é inegável a capacidade de nos mostrar que também existe beleza na dor.

Se você que assim como nós é gótico, vampiro, emo, roqueiro ou simplesmente amante de boa música, com certeza vai se identificar com alguma dessas faixas e talvez note que em algum momento da sua vida elas podem fazer todo sentido. Seria impossível listar todas as canções emotivas, mas considerem essa pequena amostra da beleza blues que muitos não percebem ao escutar, mas que sempre estiveram alí. A estética expressiva sempre foi rígida e simplória desde Born To Die até o presente momento, single após single, algo que poucas mulheres tiveram a capacidade de manter vivo em sua música, como Nina Simone, Amy Winehouse e claro, Lana Del Rey.

Jallison Campos