Lana Del Lovers
Lana Del Rey - Ultraviolence

Qual é o melhor álbum de Lana Del Rey?

Hoje vamos expor o melhor de Lana Del Rey: sua discografia! Não completa, já ela só chegou ao topo com o Born To Die (2012). Porém, vale lembrar que ele não foi o início de tudo. Aqui no site temos a seção Discografia, onde você pode encontrar tudo que precisa saber sobre os discos da cantora.

Tanto talento e convicção artística nos faz pensar: Qual é o melhor álbum? Será que realmente é possível escolher um? Vamos analisar juntos alguns fatos sobre os 3 últimos trabalhos e vamos tentar escolher qual deles é o melhor.

Born To Die caiu como um astro no show bussiness. Até aqueles que um dia negaram a jovem Lizzy Grant, agora teriam de aceitar o brilho de Lana Del Rey. Apesar da sua sútil aparição, o disco já vendeu milhões de cópias desde seu lançamento e ainda permanece no top 100 das paradas de vários países, mas será que só isso é o suficiente para que ele leve o título de melhor álbum?

Apesar do destaque entre as outras cantoras que estavam em queda livre com seus materiais discográficos na época, Lana teve algumas quedas ao longo da era Born To Die, como a performance no Saturday Night Live. Muito se fala sobre isso, e a crítica passou a vê-la com outros olhos, sendo isso um prato cheio para os sites e revistas especializados em música. No geral, o disco, que tem 15 músicas, contou com 5 singles de sucesso e foi muito bem aproveitado durante sua vida útil, porém alguns hits adorados pelos fãs foram ignorados, como Dark Paradise, Off To The Races e Radio. A explosão absoluta ocorreu no final da era, quando Summertime Sadness virou single, e, em após quase um ano, a música virou hit também nas pistas de dança do mundo todo com um remix feito por Cedric Gervais.

Paradise, que na prática é apenas um EP e uma edição especial do Born To Die, é tão bom quanto um disco de inéditas, o que de fato ele é! Apesar de controverso e polêmico, esse trabalho conduziu duas eras de uma forma peculiar. A principio, o intuito do Paradise era ser apenas uma reedição, mas acabou sendo lançado de forma independente graças ao seu potencial comercial. Diferente do primeiro disco, este recebeu melhores criticas positivas e foi recebido com muito carinho pelos fãs do mundo todo. A canção Ride foi escolhida como o primeiro single oficial e recebeu um curta-metragem especial com pouco mais de 10 minutos de duração. Todos os temas foram aproveitados em algum momento, por exemplo: Burning Desire foi extraída e recebeu um vídeo pela Jaguar, Blue Velvet pela H&M, e Body Electric, Gods And Monsters e Bel Air foram parar no curta Tropico, que encerrou a era.

O Ultraviolence veio sob muita expectativa e muita pressão, afinal é uma tarefa quase impossível fazer algo a altura dos dois últimos álbuns, mas ela conseguiu. O disco veio com toda a força, tanto que agradou aos fãs, a crítica, os haters e as revistas especializadas, mas, infelizmente, ele não agradou a Lana a longo prazo. Muito se falou sobre as escolhas dos singles (West Coast, Shades Of Cool e Ultraviolence) e a divulgação nula do disco, mas pouco se sabe sobre o que realmente aconteceu. Como uma nova era já está por vir, será que ainda não estamos prontos para dizer adeus? Apesar de todo tumulto, o resultado foi o mais bem estruturado em relação aos outros, já que o disco foi considerado um dos melhores de 2014. Essa era foi marcada por algumas mudanças da vida de Lana, como o termino de seu namoro, sua mudança para Los Angeles, o termino da última parte da turnê, cancelamentos frequentes de eventos por problemas de saúde. Então, muito pode se justificar por esses motivos.

Visto tudo isso, a escolha pode se basear naquilo que você se identifica. Assim como Born To Die abriu algumas portas, ele também fechou outras por ser considerado ”pré-fabricado” e ”falso”, mas manteve sua verdade até seu último suspiro e, não suficiente, embalou Summertime Sadness com um dos maiores hits do ano. E a reedição Paradise, que na verdade é uma obra prima que ganhou vida própria, ao invés de ser só a sombra de Born To Die, voo com suas próprias asas e ganhou tanta popularidade que se estabeleceu na discografia.

O melhor de Lana Del Rey é o Ultraviolence. É nítido o quanto ela se entregou na produção do disco, mas infelizmente ela acabou se expondo. Para nossa sorte, podemos conhecer ela ainda mais com base nas declarações ao longo das faixas do álbum.

“Quando escutei o meu álbum novamente, algumas coisas, que eu sentia enquanto o escrevia, me dizem agora que fui longe demais. Elas me colocaram em situações que eu não conseguia controlar, que eu não queria. Em particular com os jornalistas, os da Rolling Stone, The Guardian, e todas as outras pessoas que estavam fazendo as mesmas perguntas: “Você realmente quer se matar?”, “Você deitou-se com homens para chegar lá?” Obviamente, ao escrever músicas como Fucked My Way Up To The Top, eu deveria saber que essas questões seriam feitas e eu deveria ter mantido distância, ter dito apenas não e seguido em frente.”

Eu acho que todos buscamos uma identidade ou uma afinidade quando elegemos um cantor para seguir, e, com base nessa declaração, é fácil entender que o último disco tem algo a mais que os outros, mesmo injustiçado não só por ela, mas pelas grandes premiações de 2014. Mesmo que tenha sido ”segregado” pela cantora, os fãs não o puseram de lado, e ainda esperam por performances ao vivo para a próxima turnê que começa em alguns dias, e que terá o Ultraviolence como base principal.

Em uma análise sobre desempenho, criação e desenvolvimento artístico, elegemos o Ultraviolence como o melhor de Lana Del Rey. Mas o que você acha? Será que podemos esperar mais do Honeymoon ou ele é imbatível?

Jallison Campos