Lana Del Lovers
Lana Del Rey - V Magazine (2015)

V Magazine: Lana Del Rey fala sobre inspirações, ‘Honeymoon’, suas músicas e muito mais

Em entrevista concedida ao ator e amigo James Franco para a edição de setembro da revista V Magazine, Lana Del Rey falou sobre suas inspirações, Honeymoon, músicas e muito mais. Leia abaixo a tradução da entrevista:

No ano passado, quando eu estava fazendo minha peça Of Mice and Men na Broadway, eu vi o vídeo Ride de Lana Del Rey enquanto esperava para entrar no palco. No momento, a magia de Lana me pegou. O vídeo mostra uma paisagem sonora elevada ao extremo da solidão americana: uma alma perdida canta a partir dos quartos solitários de um motel em terras desertas sobre a bondade de estranhos que conheceu ao longo de seu caminho.

Mais tarde, percebi que a música era um testamento do que Lana é: um contraste entre inocência e experiência, luz e treva, vida e morte. Quase todas as suas canções apresentam um anjo doente de amor que se juntou com um demônio, e como resultado, provou da maior das paixões, apesar de saber que essa relação a levará à sua perdição.

Depois de assistir Ride, pedi ao meu amigo, Keegan Allen, o número de telefone da Lana. Coincidentemente, era seu aniversário. Por isso, mandei uma mensagem a parabenizando enquanto ela estava em turnê pela Europa. Quando voltou aos Estados Unidos, duas semanas depois, ela veio ver minha minha peça Of Mice and Men e nos tornamos amigos na hora, graças ao nosso amor pela música e pelo cinema.

Um dos nossos temas de conversa que mais se repete é a persona x o verdadeiro ser. Como ator, eu vejo a arte como uma atuação, e até mesmo a vida é uma atuação. Lana, como cantora, vê o seu trabalho como uma expressão de sua realidade. Defendo a ideia de que, apesar de suas canções serem confessionais, elas são uma contribuição para a invenção de Lana, que sua realidade é em grande parte a sua própria criação. Isso irrita Lana, pois ela se vê como uma repórter criativa de suas experiências, e não como uma escultora de seu caráter.

Ela pediu que eu a entrevistasse para à V Magazine porque, na maioria das entrevistas, sempre perguntam sobre os mesmos assuntos: sua vida amorosa e seu desejo de estar morta. Leem suas letra de maneira literal e, na maior parte do tempo, tentam a denegrir por um motivo que eu não consigo entender, mas acho que tenha algo a ver com ela ser uma mulher bem sucedida, embora escreva canções sobre o lado mais sombrio da vida, em vez de hinos que exalam positividade.

Lana já passou pela fase do “viva rápido, morra jovem”, já que agora tem mais anos do que James Dean viveu. As heroínas trágicas em suas canções podem ter uma vida amorosa desastrosa e morrerem por amor antes do seu tempo, mas a verdadeira Lana resistiu. Suas canções falam sobre ícones quebrados que vivem na escuridão, belos reinos das sombras, mas sua carreira é o oposto: o triunfo do sexo feminino contra todas as possibilidades entre críticos que a interpretam mal.

Lana é um enigma e, depois de um ano, eu ainda não consigo decifrá-la. Parece que ela quer que suas canções sejam vistas como confissões enquanto, por outro lado, muito do seu trabalho é uma criação consciente. Como sempre, eu tentei chegar ao fundo do mistério que é Lana Del Rey.

Eu vi uma manchete que dizia que você e eu estávamos namorando escondido.

Existe algo que você queira deixar claro na revista?

Bem, eu me pergunto por que as pessoas pensam isso.

Eu acho que é natural para eles pensarem a respeito disso, porque temos interesses comuns e passamos tempo juntos. Nós somos da mesma laia. Não seria exagero para alguém que está observando a situação, certo?

Lembro-me de como nos tornamos amigos. Você veio à minha peça e eu senti como se nós realmente nos déssemos bem.

Definitivamente, eu também.

Fale-me sobre seus vídeos — quando você está interpretando, me parece que você deveria ser um personagem.

Fiquei surpresa com o quanto você pensava que eu era um personagem e, olhando para trás, eu entendo. Eu acho que é tão dificil dizer qual faceta a pessoa está incorporando quando está na tela. Estou hesitante em divulgar ainda mais porque quando você está em uma determinada posição você tenta manter uma parte da história para si embora se sinta compelido a compartilhar artisticamente. Eu acho que foi como um obstáculo para mim, sentindo que eu estava escrevendo sobre coisas autobiográficas e seguindo nessa linha visualmente. Havia coisas que eu queria dizer, mas eu não quis comentar sobre e além do meio em que elas estavam inseridas.

Com compositores, um monte de seu trabalho é lido assim, fato.

Quando você escreve um álbum, liricamente, completamente seu e então você conceitua esses vídeos, as pessoas não têm outra alternativa a não ser levá-los pelo valor nominal. Eu acho que considerando o conteúdo dos vídeos e as músicas, é onde a crítica surge. Mas eu tenho um passado colorido, e tenho sido muito sincera sobre isso.

Então, o que dizer de uma canção como Florida Kilos?

Engraçado você falar dessa música, porque é realmente a única co-escrita do Ultraviolence, com Harmony Korine. Ele queria que eu escrevesse uma música sobre o seu filme que eu acho que você participará [The Trap]. É sobre cowboys de cocaína. Então, por diversão, era algo que ele estava cuspindo letras insanas e me pedindo para colocá-las em melodias. Essa música, em particular, não é autobiográfica.

Mas existe essa expectativa, de que as pessoas irão entender isso.

Quero dizer, esse é o risco!

Talvez você não tenha considerado tanto esses tipos de coisas em seu primeiro álbum porque você tinha essa liberdade ingênua… mas então ficou tão grande. Isso muda a maneira como você escreve?

Um pouco. Eu não me monitorei em Ultraviolence porque com a forma como minha tumultuada trajetória tem sido, eu senti ainda mais a necessidade de ser sincera. Você tem que selecionar as coisas dentro de seu próprio corpo de trabalho para um disco se você quiser um álbum conceitual — que todos eles são, em minha mente. Por exemplo, para Ultraviolence. Eu realmente senti a necessidade de voltar às minhas raízes e voltar a algo que fosse um pouco mais feroz e selvagem. É por isso que eu pedi a Dan [Auerbach dos The Black Keys] que me ajudasse — esse é o tipo de mundo em que ele vive. Ele faz o que quer. Eu tinha muita liberdade para fazer uma música em um take só. Mesmo que não seja perfeita e minha voz esteja ‘fraturada’, é especial para mim porque é o momento em que foi capturada. O conceito desse disco era para ser tão natural como eu queria ser.

Mesmo que você tenha sido criticada?

O luxo é que você pode continuar a contar sua história. A recompensa está em documentar sua vida, se isso é algo que é importante para você. Eu não sou realmente uma diretora, mas eu gosto de escrever e, para um escritor, você não conhece nenhuma história melhor do que a sua própria. Em alguns aspectos, fazer o álbum é fácil e, em seguida, falar sobre isso é difícil. Com Honeymoon, eu comecei a me sentir um pouco mais lúdica. Eu não senti a necessidade de aprofundar muito em questões pessoais, mas sim entrar em uma sensação mais jazzy para a abertura e para o fim do álbum e então ficar um pouco suja no meio do disco com algumas canções mid-tempo e up-tempo.

Charles Barkley diria: “Olha, sou um atleta. Eu jogo basquete muito bem. Eu não sou um modelo para as pessoas.” Quando você é criticado por não exibir uma mensagem positiva, é estranho para mim.

Primeiro de tudo, quando você está escrevendo um disco sozinho, você não pensa realmente sobre o efeito que sua música vai ter em outras pessoas. Eu realmente não sou o tipo de pessoa que condenaria qualquer comportamento que poderia acabar sendo prejudicial para qualquer outra pessoa mas, ao mesmo tempo, eu não vou limitar meu conteúdo lírico para coisas que realmente não dizem respeito a mim ou cantar sobre as coisas só porque elas rimam. Quanto mais longe eu fico de cada álbum, mais espaço eu tenho para pensar sobre se é importante ser responsável. Eu ainda não sei. Eu fui influenciada por coisas que eu li — é por isso que eu sou uma escritora — eu não acho que isso tenha me feito fazer algo que eu não fosse fazer de qualquer maneira. Eu sempre trago a tona Allen Ginsberg e Howl e quão interessante era que me marcou aos 14 anos e que isso não aconteceu com a maioria dos meus colegas. De fato, isso não aconteceu com qualquer um deles. Havia uma razão pela qual a poesia beat foi importante para mim assim que eu a descobri. Mas as pessoas iriam ficar a noite toda em anfetaminas naquela época e despejando romances e isso não me fez querer fazer isso também! Isso me fez querer brincar com as palavras. Algumas pessoas ouvem música e realmente não pensam muito sobre isso além de que gostam de ouvi-la no carro. Algumas pessoas escutam e pensam: “Deus, que terrível, eu não vou deixar minha filha ouvir isso.” O luxo que temos como uma geração mais jovem é ser capaz de descobrir para onde queremos ir a partir daqui, e é por isso que eu disse coisas como: “Eu não foco no feminismo, eu foco no futuro.” Não é para dizer que não há mais o que fazer nessa área. Eu pude testemunhar, através da história, a evolução de tantos movimentos e agora eu estou de pé na vanguarda de novos movimentos tecnológicos. Eu não estou prejudicando outras questões. Mas eu sinto que isso é óbvio, como se eu não devesse ter que trazer isso à tona.

Há algo sobre cantores compositores. Você recebe um determinado tipo de pressão.

Mas precisamos ser tomados ao pé da letra. Na vanguarda do Movimento dos Direitos Civis eram os cantores populares, por causa do que eles estavam dizendo.

Em filmes antigos, os bandidos teriam de ser punidos.

Ser escritor é mais parecido com ser um diretor do que um ator. Você está dirigindo o script. Ninguém está dizendo a você o que fazer e você escolhe para onde essa história lírica irá. Como você viu com as coisas pelas quais eu já passei, você não pode controlar tudo o que lhe segue. A história está na música. É sua a decisão sobre se essa pessoa é do seu gosto ou não. Quero dizer, você não pode agradar todo mundo.

Suas músicas são evocativas porque capturam circunstâncias humanas muito bem. Você articula as coisas de uma forma muito clara.

Obrigada. Eu acho que você acertou em cheio porque clareza é a chave. Um monte de pessoas têm boas ideias, mas é tudo sobre comunicação. Com muitas das minhas canções, você não tem que olhar muito além. Eu estou bem aqui. Está bem aqui. Nós quase poderíamos falar sobre qualquer outra coisa porque eu estou colocando tudo para fora nas músicas já. Toda vez que você tem uma pergunta você sempre pode remeter às canções. É aí que a história se encontra.

O novo álbum é um pouco menos obscuro, mas é obscuro.

Assim é a vida!

E a arte é o lugar para esse tipo de coisa. Isso precisa ser discutido. Precisa ser colocado em salmos. Eu olho para algo que eu fiz, como Spring Breakers. O personagem que eu interpreto naquele filme não é um modelo a seguir. Ele é um assassino, ele é um traficante de drogas, ele é louco, ele é uma espécie de palhaço. Mas em outro nível, ele é uma espécie de figura liberada e quase um guru. Se você olhar para o filme como uma obra de arte que usa circunstâncias extremas para falar sobre a condição humana, então eu estou muito orgulhoso dele. Nós capturamos algo único e eu sinto que isso é verdade sobre suas canções também.

Você tem que lembrar que, historicamente, ao cinema é onde as pessoas vão para se divertir e para escapar. É a forma mais verdadeira de entretenimento que a América conhece e ama. E a música, historicamente, é o lugar onde as pessoas têm ido para procurar a verdade, se você está falando sobre cantores de raiz, cantores populares, cantores de jazz, e as origens do rock and roll. Com isso dito, a música tem chegado a um lugar muito diferente agora onde as estrelas de todos os tipos estão todos na mesma prateleira para serem olhados pelo mesmo olho. Eu não digo isso de forma humilhante. Acho que a minha música atingiu ao ponto onde os visuais são tão importantes quanto.

Você me disse que você nunca quis ser uma artista ao vivo, pelo menos não em grandes locais, mas parece que [a Endless Summer Tour] foi uma experiência muito positiva.

Foi incrível. Tocamos em shows com capacidade para 40 mil pessoas. Estar na América, isso definitivamente fundiu minha mente.

Então você está se acostumando a isso?

Sim [risos].

Conte-me sobre o seu processo de gravação.

Acho que o meu processo tem sido o mesmo durante os últimos seis anos. Eu levei dois anos em Londres e mais dois na Suécia e no resto da Europa para fazer Born To Die. Esse tempo veio do fato de que a minha música estava na rádio e era hora de ter um álbum completo. Então eu peguei minhas canções favoritas. [Born To Die:] The Paradise Edition saiu cerca de um ano mais tarde. Em seguida, um ano e poucos meses depois, Ultraviolence saiu e agora, um ano e alguns meses mais tarde, eu vou ter mais um álbum liberado. Eu estive em turnê por alguns meses e fiz o meu disco cerca de oito meses antes. Eu mixei e masterizei por três meses adicionais. Agora estou em uma ótima posição onde eu posso conceituar algo mais se eu quiser.

Você já está pensando sobre o próximo?

Eu estou sempre pensando no próximo.

Você me mostrou uma música do novo disco que eu quero dizer: foi influência gospel.

Há uma canção chamada God Knows I Tried que tem um pouco de um sentimento gospel. Há algumas canções que são realmente fáceis de ouvir, como Honeymoon e esta canção chamada Terrence Loves You. Elas são lindas melodias com uma espécie de atmosfera noir. A seção do meio do álbum é muito praiana e um pouco mais sensual e mid-tempo.

Quem são as suas primeiras e eternas influências?

Nada realmente começou para mim até que eu tivesse 17 anos, e eu não cresci além daquele gosto. A primeira seria Bob Dylan. Ele é a pessoa para qual eu sempre olho. Ele provavelmente odiaria ouvir isso, mas é verdade. Eu amo como facilmente sua musa veio até ele e eu gostava de ouvi-lo falar sobre quando isso parou. Ele continuou a escrever de qualquer maneira, com estilos diferentes, do folk ao elétrico. Eu amo o filme de D. A. Pennebaker, Don’t Look Back. Isso foi uma grande influência para mim, vendo todas as pessoas que estiveram na estrada com ele, como Joan Baez e sua banda. Eu também adoro Nirvana. Eles foram bem documentados. Você sabe, Nervermind. Eu amo Courtney [Love]. Estar com ela [na turnê] foi como um sonho da vida real. Eu amo tudo que ela faz. Eu estou realmente inspirada por ela e sua abordagem à vida. The Beach Boys, Pet Sounds. Eu amo o trabalho solo de Dennis Wilson.

É engraçado, pois eu te associo tanto com a Costa Oeste, mas você é totalmente da Costa Leste. Você estava tão atraída por tudo da Costa Oeste?

Sim. Eu nem sabia que eu estava incorporando muitas imagens da Costa Oeste em meus vídeos, mesmo quando eu tinha 16 anos. Naquele momento, aquela era a vida dos sonhos. Então eu cheguei aqui e tudo poderia ser real. E é [risos]. É bonito quando isso acontece.

Por que você intitulou o novo álbum de Honeymoon?

É a palavra que resume o sonho final. Quero dizer, a vida é uma lua de mel, você sabe? Vida, amor, paraíso, liberdades… isso é para sempre. Com alguém, ou apenas com você mesmo. Parecia certo, da mesma forma que o Ultraviolence pareceu certo antes disso, quando eu tinha um pouco mais de raiva. [risos] Eu amo o conceito de que a vida é um sonho e você é a curadora do seu próprio espaço para que se torne o seu céu. Tudo depende do seu estado de espírito, e é por isso que eu nem sempre concedo entrevistas — porque me deixam com muito mau humor. Eu realmente tento manter meu mundo bonito, mas é complicado. Estamos em um momento no tempo em que a vida realmente pode ser o que você quiser que ela seja. Há alguma coisa na qual pensa ou faz ou você só pensa no trabalho?

Minha vida é exatamente como eu quero que ela seja.

Eu sei que esta entrevista não é sobre você, mas algo que eu sempre quis saber era: é necessário que a sua vida seja uma extensão da sua arte?

Eu tento fazer com que a minha vida privada permaneça o mais estável possível, para que assim eu possa fazer o que quiser na minha vida criativa. E uma das coisas mais íntimas que posso fazer é fazer algo com alguém. Eu tenho mais uma pergunta. Você uma vez disse que era mais bem sucedida na Europa. Você ainda sente-se assim?

As perspectivas das pessoas estão sempre mudando. As pessoas mudam suas mentes. Mas eu sei que, quando vou para Paris e faço uma residência no Olympia, vai ser bonito e eu não vou ser bonita e eu não vou ser mal interpretada. Isso nunca aconteceu na França ou em Milão. Mesmo com os tempos difíceis que tive em parte da imprensa britânica, foi a minha primeira casa, musicalmente. Por isso provavelmente sempre será assim. Mas eu me sinto muito mais confortável aqui agora.

Você é a artista feminina número um aqui em termos de streaming. Sua música é inegavelmente popular. [risos]

Eu acho que há realmente uma grande discrepância na quantidade de pessoas que aparentemente ouvem a música e um setor muito vocal de pessoas que têm um monte de coisas negativas a dizer. Quero dizer, eles quase se anulam mutuamente. As estatísticas são tão etéreas que fica difícil obter uma compreensão. Então ao ouvir o que as pessoas dizem na sua cara se você está em uma briga ou se você lê algo em uma publicação que você lê todos os dias, não acho que se possa obter um bom entendimento sobre se as pessoas gostam de você ou não. Mas isso não significa que eles não estão ouvindo.

Não é como se você fosse…

Uma artista chocante de rock?

Certo! E se você pudesse apenas fazer a sua música sem dar entrevistas, você o faria. Você não está pedindo um monte de atenção, mas você atinge um tal acorde com as pessoas. Por que isso?

Eu acho que se você toma um artista pelo valor de face, você é forçado a olhar para o conteúdo lírico e alguns não são tão fáceis de digerir. As pessoas têm reações ruins para alguns dos cenários mais negativos aos quais eu poderia ingressar musicalmente. Se não for isso, é outra coisa, e o que essa outra coisa é, nós provavelmente nunca saberemos, certo? Mas o meu trabalho é minha vida e eu sinto a sorte de ser capaz de viajar com um jornal, admitir a natureza e refletir minhas interpretações sobre isso em forma de canção. Quero dizer, é um luxo, e eu sei disso. Por mais desconfortáveis que minhas entrevistas possam ser, quando eu não estou fazendo-as eu tenho todo esse tempo para fazer o que quero. E ser capaz de poder passar a vida fazendo o que você ama? Esse é o objetivo final.

Tradução por Carolina Araújo, Gabriela Mendes e Thiago Goedert. – Equipe Lana Del Lovers
Entrevista original por V Magazine.

  • Arthur Cobat

    Que entrevista maravilhosa! Muitoo obrigado 🙂

  • Gustavo A. Silva

    Maravilhosa mesmo, imagino que com o Franco ela se sentiu muito mais à vontade para falar do que realmente queria. Valei Lana Del Lovers <3

    • Gustavo A. Silva

      *valeu