Lana Del Lovers

Will You Still Love Me When I’m No Longer Young And Beautiful?

A música Young and Beautiful foi escrita especialmente para a terceira ou quarta versão do filme The Great Gatsby, dirigido pelo australiano Baz Luhrmann. A crítica sobre esse filme é diversa, por exemplo a do André Setaro no site da Terra, a crítica dele consistia no seguinte: “Realizador mais da aparência, da superfície, do que de um mergulho mais profundo, é um fiasco ou, apenas, uma festa de roupas e efeitos para deslumbrar plateias que se satisfazem com a obviedade do relato […] O Grande Gatsby tem sua ação localizada na Long Island dos turbulentos anos 20 (estes e os 60 foram os mais efervescentes do século passado). A sociedade vivia em festas com muito álcool, jazz, elegância, glamour, e a consciência de que a vida de prazer nunca teria um fim”.

Por outro lado, muitos ficam divididos sobre a opinião do filme, mas a principal crítica é a falta de aprofundamento sobre o que o tão sonhado sonho americano pode ser em nossas vidas. Sinceramente, eu achei que ele foi bem mais próximo disso, pois ele nos mostrou por imagens como a sociedade vivia em si, por exemplo o que o próprio Gatsby quis, se você quer o que mais deseja há um preço a se pagar. A atuação de Leonardo Dicaprio está excelente e eu até amei a forma como ele construiu o personagem, um eterno apaixonado de bom coração que tinha um sonho além das estrelas.

A fragilidade e o egoísmo de Daisy Buchanan foram captados parcialmente, na atuação da inglesa Carey Mulligan, pois a Daisy do livro não é só frágil, egoísta, mas também ela é a clássica riquinha tola e nojenta que todos nós conhecemos. Pude perceber que o personagem mais odiado na história é ela.

Outra grande atuação foi o ator australiano Joel Edgerton, que faz o marido de Daisy, o Tom Buchanan, que tenta o máximo possível manter sua moral social não se envolvendo muito no louco sonho americano. A única coisa que ele fez e essa já é uma história clássica desde antigamente é a relação extraconjugal que ele mantém, mas mesmo assim ele ama Daisy, mas também ama a amante. Quando ele percebe que está prestes a perder sua esposa, ele fará de tudo para tê-la de volta não importa as consequências.

YoungAndBeautiful

A história do filme em si é linda, não estou mentindo. O amor que Gatsby tem pela Daisy é lindo, puro e inocente. A música tema deles foi bem escolhida, pois na realidade a letra serve não só para ela, e sim para ele também, mas acho que é mais para ele do que para ela, pois é Gatsby que tenta o máximo e o impossível para tê-la de volta, perguntando-se ela ainda o ama como amou há cinco anos e agora ela ainda estaria apaixonada por ele? A tal música tema é nada mais que Young and Beautiful da Lana Del Rey.

Young and Beautiful no filme tem quatro versões de tão bela que ela é. Não há como negar que a música e a história do casal principal se fundem perfeitamente, parecendo ser a tampa e a panela de todo o romantismo que há no filme.

Lembrando o filme e lendo a música, notei que de fato é feita para o Gatsby, apesar de que o refrão é no sentido feminino. O começo já nos diz isso: “Eu vi o mundo, fiz de tudo. Peguei a minha parte agora. Diamantes, brilhantes. Em Bel Air, agora”. Essa parte retrata quando ele viveu pelo mundo, viu a guerra e fez de tudo por onde ele andou.

Noites quentes de verão, meados de julho quando você e eu estávamos sempre selvagens. Os dias loucos, as luzes da cidade o jeito que você brincava comigo como uma criança”, essa parte para mim retrata quando Gatsby e Daisy se recontraram depois de cinco anos separados. Enquanto a parte “Dias quentes de verão, rock’n’roll a maneira como você tocava para mim no seu show e todas as maneiras que eu tive de conhecer seu lindo rosto e alma elétrica”, quando eu li essa parte achei que foi quando os dois se conheceram.

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Por fim, a música trata de um amor verdadeiro, porém tem a dúvida de que ele irá continuar mesmo depois dos anos e que ela ou ele faria de tudo por este amor. Enquanto isso, o filme eu achei belíssimo, tudo nele estava combinando desde a história, o figurino, a fotografia e a música. É um filme que vale a pena assistir, não há como depois de assisti-lo não discuti-lo. A história dele é universal, não importa a época, é como o livro clássico e universal de Jane Austen, o Orgulho e Preconceito. Mesmo com as críticas que ele teve, eu o acho um filme daqueles épicos que merecemos tê-lo em nossa estante. Sinceramente, eu dou a nota 10 porque fazia um bom tempo que eu não assistia a um filme de romance bem feito e com uma história linda mesmo com seus erros e acertos. A trilha sonora terá a nota 8,0, porque nem toda a música que há no filme me agradou, mas mesmo assim achei-as combinando com o que o diretor australiano Baz Luhrmann desejava passar, um filme de época com músicas modernas, algo que o próprio diretor americano Quentin Tarantino fez no filme do ano passado Django Livre, onde ele retrata um escravo caçador de ladrões negros que está atrás de sua esposa que foi vendida para outro dono. O filme é de época e composto por uma trilha sonora moderna. – @alinesiderio