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Lana Del Rey - Venice Bitch

Repercussão de ‘Venice Bitch’, novo trabalho de Lana Del Rey, na imprensa

Juntamente com seu videoclipe, Lana Del Rey lançou nesta última terça-feira (18) Venice Bitch, faixa que estará em seu próximo álbum (previsto para ser lançado em 2019), e a imprensa internacional já começou a liberar suas análises sobre o trabalho.

Selecionamos as principais reviews divulgadas até o momento.

Pitchfork

Venice Bitch, o segundo single do novo álbum de título elegante de Lana Del Rey, Norman Fucking Rockwell, é diferente de tudo o que ela já escreveu — mas levou um tempo para perceber isso. Com um toque de guitarra contemplativo, a cantora inicia a música com uma série de características clássicas suas: admitindo que ela não está dando a mínima, rimando “ice cream” com “ice queen”, referindo-se a sonhos em jeans e couro. Em um refrão assustadoramente familiar — que se funde em uma mixagem justamente quando você esperaria por isso — ela promete lealdade para um tipo particular de veneração “American-made”, tão distante que poderia ser uma memória ou um carro antigo sumindo de vista em uma pista.

Você pensa que já ouviu isso antes, e Lana está bem aí com você. “Você compõe, eu faço turnê, nós fazemos isso acontecer”, ela canta com a cadência de alguém que está acostumada a um bom tempo com uma rotina. Mas como geralmente acontece quando começamos a ficar confortáveis, as coisas saem dos trilhos. Com quase 10 minutos de duração, Venice Bitch é a canção mais longa no catálogo de Lana Del Rey: é também uma de suas mais fascinantes. Embora seu trabalho nunca realmente foi minimalista (poucos artistas entendem bem a importância de se escrever uma ponte), a cantora nunca se permitiu ir tão fundo numa atmosfera, penetrando profundamente nas fendas sombrias de suas músicas tristes. Ela fala com clareza através dos múltiplos ganchos da música, como faz através de sua parede de guitarras ou do longo e sinuoso solo de sintetizador que divide sua narrativa em duas metades alucinatórias.

Como em Mariners Apartment Complex, a atmosfera de Venice Bitch está decididamente situada na névoa dourada da rádio FM dos anos 70. Mas onde o arranjo dessa música anterior ocasionalmente parecia um aconchegante flashback de This Is Us, Venice Bitch é mais graciosa e vívida. Para uma artista tão imersa em sua linhagem, Lana Del Rey nunca realmente vendeu a nostalgia: suas saudações ao passado geralmente parecem mais como transmissões alienígenas do que os lamentos daqueles dias. Então, mesmo quando ela exclama para um pintor de meio século e para policiais o refrão de uma popular e antiga canção, Venice Bitch parece mais uma ode ao abraçar o presente. Nada de ouro pode ficar, mas alguns momentos perduram mais que outros.

Tradução por Cássio Bauer – Equipe Lana Del Lovers.

i-D

“Oh, Deus, eu sinto sua falta em meus lábios / Sou eu, sua vadiazinha de Venice.” São com essas palavras cuidadosamente escolhidas que Lana Del Rey abre seu segundo single de seu sexto álbum, que agora sabemos que vai se chamar Norman Fucking Rockwell. Coescrita com Jack Antonoff, Venice Bitch é uma faixa de dez minutos propensa para ser ouvida em um congestionamento. O pop psicodélico e aleatório de Del Rey foi revelado nesta tarde durante uma entrevista concedida ao radialista Zane Lowe, da Beats 1, onde ela anunciou o acima mencionado título de seu álbum, e riu do descontentamento geral de seus empresários ao lançar uma música tão épica. “E eles ficaram tipo, ‘Tem 10 minutos de duração? Está brincando?’. Se chama Venice Bitch. Tipo, ‘Por que você faz isso conosco? Você pode fazer uma canção pop normal de 3 minutos?’ Eu estava tipo, ‘Bem, fim de verão, algumas pessoas apenas querem dirigir por 10 minutos, se perderem em alguma guitarra.'”

Ela também falou sobre o nome do disco, uma referência aos caras criativos que não se calaram sobre o quão grandes são suas ideias, e disse estar trabalhando em um livro de poesias chamado Violet Bent Backwards Over The Grass. O que é evidente é que Del Rey está em uma era dourada de criatividade, com Venice Bitch e o lançamento da semana passada, Mariners Apartment Complex. Teremos que esperar até o ano que vem para ouvir Norman Fucking Rockwell completamente.

Tradução por Clara Gurgel e Thiago Goedert – Equipe Lana Del Lovers.

Billboard

Lana Del Rey revelou duas surpresas nesta terça-feira (18 de setembro): ela lançou uma nova música/videoclipe, Venice Bitch, e anunciou o título de seu novo disco.

Norman Fucking Rockwell é um título adequado para o próximo álbum de estúdio de Del Rey, considerando sua já demonstrada paixão por passagens sarcásticas em todas as coisas da cultura americana, e Venice Bitch é um longo lançamento para este próximo capítulo. Em uma entrevista concedida ao radialista Zane Lowe, da Beats 1, ela confirmou que o álbum é produzido por Jack Antonoff e deve ser lançado no próximo ano.

A canção Venice Bitch possui pouco menos de dez minutos de duração e conta com um melodrama respingado de néon que funciona como uma conexão direta entre Born To Die, de 2012, e seu mais recente lançamento, Lust For Life, de 2017.

Guitarra indistinta, interlúdios psicodélicos e cordas românticas combinam lindamente com as filmagens de longas viagens por estradas antigas de Los Angeles, Califórnia, e com o trecho quase que acidental da cantora sorrindo para a câmera (e sendo seguida por policiais por se divertir na traseira de uma caminhonete).

Tradução por Thiago Goedert – Equipe Lana Del Lovers.

UPROXX

Após a excelente Mariners Apartment Complex da semana passada, Lana Del Rey estreou mais uma nova faixa de seu próximo álbum, só que desta vez no programa do radialista Zane Lowe, da Beats 1. A maravilhosa canção intitulada Venice Bitch tem quase 10 minutos de duração — talvez um pouco maior do que outros singles costumam ser, mas Lana nunca foi uma das que segue as regras do pop.

“Eu toquei ela para meus empresários e eu estava ‘Sim, eu acho que esse é o single que eu quero lançar.’ E eles ficaram tipo, ‘Tem 10 minutos de duração? Está brincando?’. Se chama Venice Bitch. Tipo, ‘Por que você faz isso conosco? Você pode fazer uma canção pop normal de 3 minutos?’ Eu estava tipo, ‘Bem, fim de verão, algumas pessoas apenas querem dirigir por 10 minutos, se perderem em alguma guitarra.'”

Venice Bitch é fora do comum, perfeita para servir como trilha sonora de um passeio de carro onde você acaba perdido ou para refletir em seus pensamentos. O videoclipe combina com o contemplativo adocicado da música, e apresenta filmagens aceleradas e de aparência vintage de carros percorrendo a autoestrada de Los Angeles, Califórnia, pontuadas por um ou dois trechos ocasionais de Del Rey em um carro.

A cantora está atualmente trabalhando em seu novo álbum Norman Fucking Rockwell com Jack Antonoff, um dos produtores mais controversos (e prolíficos) do pop. Embora muitos fãs estivessem preocupados que ele polisse o pop de Del Rey com um brilho irreconhecível, Mariners Apartment Complex Venice Bitch soam como a clássica Lana.

Tradução por Clara Gurgel e Thiago Goedert – Equipe Lana Del Lovers.

Rolling Stone

Lana Del Rey revelou uma nova e potente canção, Venice Bitch, que deve estar presente em seu próximo álbum, Norman Fucking Rockwell. O disco está previsto para chegar no início do próximo ano.

Venice Bitch é uma extensa faixa com dez minutos de duração coescrita por Jack Antonoff. A canção começa como uma tenra balada, com Del Rey desenrolando sua mistura única de amor jovem e cultura contemporânea americana sobre um violão e cordas sutis: “Sorvete, rainha do gelo / Eu sonho em jeans e couro / Sonho de uma vida, sou doce para você / Oh, Deus, eu sinto sua falta em meus lábios / Sou eu, sua vadiazinha de Venice”. Na metade, entretanto, Venice Bitch se transforma em um etéreo pop psicodélico que direciona-se para um final intelectual e policromado.

Venice Bitch é o lançamento subsequente a Mariners Apartment Complex, outra colaboração com Antonoff divulgada na semana passada. Durante uma entrevista com Zane Lowe, Del Rey falou sobre como foi trabalhar com o produtor: “Nós nos sentamos no estúdio em Nova Iorque e ele meio que começou tudo. Ele pode ficar ali e tocar acordes por horas. Ele é tão bom no piano, algumas das coisas que ele escreve meramente melodicamente são meio clássicas e, no meu caso, acabou se transformando em algo mais folk. Ele deixou muito mais fácil para mim apenas harmonizar sobre tudo o que ele estava fazendo. Em nossa primeira semana, eu já tinha duas músicas que eu cheguei a pensar que eram duas das melhores que já compus. Ele só tem muita verdade nele.”

Em outra parte da entrevista, Del Rey discutiu sobre como escolheu o título do álbum, Norman Fucking Rockwell. “Então, a faixa-título chama-se Norman Fucking Rockwell e é sobre esse cara que é um artista genial, mas ele se acha demais, sabe disso e não para de falar sobre isso”, Del Rey disse. “Com frequência, eu acabei ficando com esses tipos criativos ou qualquer coisa, e você sabe, eles continuam falando sobre eles mesmos, e eu fico tipo ‘É, é.’ Mas tem um pouco de mérito nisso também. Eles são tão bons. Eu simplesmente gosto da faixa-título tanto que eu estava ‘OK, eu definitivamente quero que o álbum chame-se assim.'”

Del Rey também falou sobre os inúmeros outros projetos em que ela está trabalhando, incluindo um livro de contos e poemas intitulado Violet Bent Backwards Over The Grass. A cantora também sugeriu que ela poderia lançar outra faixa em outubro.

Tradução por Clara Gurgel e Thiago Goedert – Equipe Lana Del Lovers.

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